Projeto do Tonho - Rio de Janeiro/RJ
No Rio de Janeiro, o Projeto do Tonho acompanha uma colônia de aproximadamente 60 gatos, cuja população continua crescendo. A FADA organiza uma intervenção para viabilizar o controle reprodutivo, os cuidados veterinários e, quando possível, a adoção. A estrutura inicial está em construção, e novas etapas dependem de recursos..
Em uma área do Rio de Janeiro, uma colônia de aproximadamente 60 gatos enfrenta um problema que se agrava a cada nova ninhada: a reprodução acontece mais rapidamente do que o protetor consegue realizar as castrações e atender às necessidades dos animais.
O Projeto do Tonho inicia um novo ciclo com um objetivo claro: criar as condições necessárias para conter os animais com segurança, avaliar sua saúde, interromper a reprodução, realizar os cuidados necessários e preparar para adoção aqueles que apresentarem condições adequadas para a convivência doméstica.
A primeira etapa é estrutural.
Sem uma área adequada de contenção e manejo, não é possível organizar a captura, a identificação e a passagem dos animais pelas diferentes etapas com segurança.
Tonho acompanha há anos uma colônia de aproximadamente 60 gatos, que vivem soltos e se abrigam entre materiais de reciclagem, escombros, móveis e outros objetos.
As condições do ambiente dificultam a identificação dos animais, o acompanhamento de sua saúde e a localização das ninhadas.
Durante muito tempo, o protetor conseguiu castrar, em média, apenas dois felinos por mês, principalmente pelas limitações financeiras e pela ausência de um espaço adequado para os cuidados pós-operatórios.
Enquanto alguns animais eram castrados, outros continuavam se reproduzindo.
A situação tornou-se ainda mais preocupante com os novos nascimentos.
Segundo Tonho, duas gatas já tiveram filhotes, mas as ninhadas ainda não foram localizadas. Ele também identificou cinco gatas prenhas.
Considerando uma estimativa de cinco filhotes por gestação, essas cinco gestações podem resultar em aproximadamente 25 novos animais, além daqueles que já nasceram e ainda não foram contabilizados.
Isso representa um crescimento potencial de aproximadamente 42% em relação à população de referência de 60 gatos, considerando apenas os 25 filhotes estimados.
A quantidade real de animais poderá ser maior e precisará ser atualizada conforme novos gatos forem identificados.
Enquanto não houver condições para avançar nas castrações, novas gestações poderão continuar aumentando a população e, consequentemente, as necessidades de alimentação, manejo e atendimento veterinário.
Ficou claro que não bastava continuar atuando sobre poucos animais de cada vez.
A FADA e o Projeto do Tonho estabeleceram um plano de intervenção que começa pela criação de uma estrutura adequada para organizar a contenção, a separação e o manejo dos animais.
A proposta nunca foi construir um gatil definitivo ou sofisticado. O necessário é uma estrutura simples e provisória, capaz de oferecer condições para que os gatos passem pelas diferentes etapas da intervenção.
Mas até mesmo essa estrutura dependia de autorização.
Durante mais de quatro meses, Tonho e a FADA realizaram reuniões e tratativas com os responsáveis pelo espaço até que a instalação fosse autorizada.
Com o planejamento estabelecido, foi possível começar a mobilizar os recursos necessários para transformar a proposta em uma intervenção concreta.
Com os primeiros apoios recebidos, foram adquiridos uma arapuca e equipamentos de proteção para auxiliar na captura e no manejo dos animais.
Também foram adquiridos materiais como telas, mourões, arames, telhas e pregos, destinados à construção dos dois primeiros ambientes do gatil provisório.
Tonho identificou, ainda, materiais que poderiam ser reaproveitados na preparação dos abrigos.
Com o apoio de ajudantes, o protetor iniciou os trabalhos de preparação do terreno e instalação da estrutura.
A construção dos dois primeiros ambientes está em andamento.
Uma das prioridades é criar condições para separar os cinco gatos relatados pelo protetor como animais com esporotricose, observando as orientações veterinárias e os cuidados necessários para reduzir o risco de transmissão da doença.
A organização dos ambientes também deverá facilitar o manejo e a separação dos demais animais, de acordo com as necessidades identificadas.
A conclusão dos dois primeiros espaços representará um avanço importante, mas ainda não será suficiente para iniciar o programa de castrações.
Antes de iniciar as castrações, será necessário construir pelo menos um terceiro ambiente, destinado à recuperação e à observação dos animais após os procedimentos cirúrgicos.
Como Tonho já mantém muitos animais em sua residência, não é possível levar todos os gatos da colônia para casa depois das cirurgias.
O novo ambiente deverá oferecer condições para que eles permaneçam em recuperação pelo período indicado pela equipe veterinária, antes do próximo encaminhamento.
A construção desse terceiro espaço ainda depende de novos recursos.
Além da estrutura, será necessário garantir verba para as castrações, a avaliação pré-operatória, a alimentação durante o período de contenção e recuperação e eventuais complicações e tratamentos veterinários.
O gatil é uma etapa preparatória. O controle populacional dependerá também da disponibilidade dos recursos necessários para executar os procedimentos e acompanhar os animais.
Esta intervenção prevê:
A estimativa anterior indicava que aproximadamente 57 gatos ainda precisavam entrar no processo de avaliação e castração. Esse número deverá ser atualizado conforme a identificação dos animais e dos novos nascimentos.
Isso não significa que todos passarão imediatamente pelos mesmos procedimentos.
A sequência de atendimento e os custos veterinários serão definidos conforme a avaliação e as necessidades efetivamente encontradas em cada animal.
A captura não pode ser seguida imediatamente pelo agrupamento indiscriminado dos gatos.
Antes de conhecer a condição sanitária de cada animal, será necessário evitar misturas inadequadas.
Depois da captura, cada gato deverá ser identificado, passar pela avaliação inicial e realizar os exames e testes indicados antes da definição do local onde poderá permanecer.
Os animais com doenças transmissíveis ou suspeitas que exijam isolamento precisarão de condições específicas, conforme orientação veterinária.
A organização dos espaços dependerá da área disponível, da quantidade de animais atendidos em cada etapa e da capacidade de manejo do protetor.
A estrutura poderá ser reorganizada conforme as necessidades identificadas e a evolução dos atendimentos.
Os animais precisarão ser retirados da arapuca, transportados e encaminhados para avaliação e atendimento quando necessário.
Por isso, o ciclo também prevê a aquisição dos equipamentos adequados para o transporte e o manejo.
A higienização será uma necessidade contínua enquanto houver animais contidos.
Produtos de limpeza, materiais de desinfecção, areia sanitária e outros insumos deverão ser previstos conforme as condições de funcionamento da estrutura.
Outros materiais poderão ser incluídos de acordo com as necessidades identificadas durante a execução.
Nem todo gato capturado seguirá imediatamente para a castração.
Primeiro, será necessário conhecer sua condição de saúde.
A avaliação inicial permitirá identificar quais animais estão aptos para a cirurgia, quais precisam de exames e quais necessitam de tratamento ou estabilização.
Também permitirá definir os testes, as vacinas e os cuidados indicados para cada caso.
Entre os animais observados na colônia, existem casos relatados que exigem atenção veterinária específica, incluindo os gatos identificados pelo protetor como animais com esporotricose.
Será necessário prever recursos para possíveis complicações pós-operatórias e outros atendimentos que se tornem necessários.
Por isso, os custos veterinários desta intervenção ainda não estão totalmente definidos. Eles serão organizados conforme as avaliações, os procedimentos indicados e os recursos disponíveis.
O objetivo não é realizar o maior número possível de cirurgias isoladas, mas organizar uma intervenção que considere a saúde e as necessidades de cada animal.
Enquanto vivem soltos, os gatos ainda conseguem obter parte da alimentação no próprio ambiente e não utilizam areia sanitária fornecida pelo projeto.
Quando forem capturados para avaliação, castração, recuperação ou tratamento, essa realidade mudará.
Durante a permanência na estrutura, os animais dependerão da alimentação e dos cuidados fornecidos pelo protetor.
Para os cerca de 60 gatos da colônia, trabalhamos com uma estimativa de aproximadamente 193 kg de ração por mês, caso todos estivessem contidos simultaneamente.
Na prática, o consumo dependerá da quantidade de animais que permanecerão na estrutura e do tempo necessário para cada grupo avançar pelo processo.
O projeto já recebeu apoios pontuais à alimentação. Entretanto, a partir da contenção, essa necessidade passará a representar uma despesa operacional ainda maior.
Por isso, a captura deverá ser planejada conforme a disponibilidade de recursos para garantir alimentação, higiene, manejo e os cuidados necessários até o próximo encaminhamento.
O fornecimento previsto neste ciclo acompanhará as etapas efetivamente financiadas e executadas.
Esta intervenção não assume a alimentação e a manutenção permanente dos animais. A continuidade dos cuidados após o encerramento das entregas previstas permanecerá sob responsabilidade do Projeto do Tonho.
A contenção também permitirá conhecer melhor os animais.
Alguns poderão apresentar condições para a convivência doméstica e ter uma oportunidade de adoção.
Nesses casos, o projeto poderá registrar informações, produzir imagens, preparar a apresentação dos animais e cadastrá-los ou divulgá-los nos canais de adoção.
A adoção dependerá da existência de pessoas interessadas e compatíveis com o perfil de cada animal.
Por isso, a entrega deste ciclo será preparar e dar visibilidade aos animais considerados adotáveis, sem prometer quantos serão efetivamente adotados.
Para animais com necessidades sanitárias específicas, a divulgação também precisará considerar as condições do futuro lar e os cuidados exigidos.
Os gatos que não tiverem condições de seguir para adoção poderão retornar ao ambiente de origem depois da castração e da recuperação, quando esse encaminhamento for indicado e seguro.
A proposta não é manter todos os gatos confinados indefinidamente.
A estrutura servirá para que os animais possam passar, de maneira organizada e com maior segurança, pelas etapas previstas na intervenção.
Depois dos procedimentos e da recuperação, os encaminhamentos dependerão da condição de cada animal e da realidade do projeto.
Alguns poderão precisar de tratamentos adicionais. Outros poderão ser preparados e divulgados para adoção. Aqueles para os quais o retorno for indicado poderão voltar ao ambiente de origem.
A estrutura continuará sob responsabilidade do Projeto do Tonho após o encerramento deste ciclo.
Além dos aproximadamente 60 gatos acompanhados na colônia, Tonho e sua esposa mantêm:
A alimentação levada ao sítio também beneficia aproximadamente sete cães comunitários.
Ao todo, são cerca de 125 animais diretamente acompanhados, além dos cães comunitários beneficiados pela alimentação.
Grande parte das despesas continua sendo assumida pela própria família.
Este ciclo, porém, está concentrado principalmente na intervenção sobre os gatos da colônia.
As necessidades dos animais mantidos na residência e no sítio também poderão receber apoio, desde que isso não comprometa os recursos destinados às etapas previstas para a colônia.
O Projeto do Tonho conduz a execução local, enquanto a FADA atua na estruturação da intervenção, conectando as necessidades identificadas às soluções e aos recursos disponíveis.
Esse trabalho envolve o diagnóstico da realidade do projeto, a identificação e a priorização das demandas, o planejamento das etapas e o acompanhamento da execução. A FADA também contribui para organizar as informações e os resultados, permitindo que potenciais apoiadores compreendam as necessidades do projeto, identifiquem oportunidades de contribuição e acompanhem o impacto dos recursos disponibilizados.
Além de conectar protetores, fornecedores e impulsionadores, a FADA organiza a aplicação dos recursos que passam por sua operação e as respectivas comprovações, promovendo transparência e criando condições para que diferentes apoios se complementem.
O Projeto do Tonho executa o trabalho em campo. A FADA conecta as partes, organiza as prioridades e contribui para transformar recursos em intervenções planejadas, acompanhadas e transparentes.
Ao longo da intervenção, será possível acompanhar:
Os resultados serão apresentados conforme as etapas forem executadas e documentadas.
Concluídas as entregas previstas para esta intervenção, o ciclo poderá ser encerrado.
A manutenção posterior dos animais e da estrutura continuará sob responsabilidade do Projeto do Tonho.
A intervenção foi estruturada para permitir a participação de diferentes impulsionadores, que poderão contribuir com etapas específicas ou necessidades complementares.
Cada apoio será acompanhado conforme sua finalidade, os recursos disponibilizados e as entregas efetivamente realizadas.
A Associação Sementes de Gaia e seus sócios ajudaram a transformar o planejamento do Projeto do Tonho em ações concretas.
A conexão começou por intermédio de Fernanda, sócia da associação, que conheceu a situação do protetor e indicou o projeto ao programa de apoio.
Com os recursos disponibilizados pela Sementes de Gaia, foi possível adquirir uma arapuca, equipamentos de proteção e materiais para a construção dos dois primeiros ambientes do gatil provisório.
O projeto também recebeu apoio pontual para a alimentação, incluindo a aquisição de 105 kg de ração em abril e junho de 2026.
Esses aportes permitiram iniciar a preparação da intervenção e avançar sobre obstáculos que Tonho dificilmente conseguiria superar sozinho na mesma velocidade.
A construção ainda está em andamento, e as próximas etapas dependem da conclusão da estrutura e da mobilização de recursos complementares.
A Sementes de Gaia ajudou a dar início a essa transformação. Agora, outros impulsionadores podem contribuir para que ela avance.
A primeira necessidade é concluir a estrutura que permitirá organizar as próximas etapas com maior segurança.
Será necessário finalizar os dois primeiros ambientes e construir o terceiro espaço, destinado aos cuidados pós-operatórios.
Depois, será preciso viabilizar a captura, a identificação, a avaliação veterinária, as castrações, os testes, os tratamentos necessários, a recuperação e a preparação dos animais considerados adotáveis.
Ração, areia sanitária, higiene, transporte e materiais de manejo também farão parte da execução.
A FADA poderá estruturar novas etapas e contribuir para a mobilização de recursos, conforme as necessidades identificadas, a disponibilidade de apoio e os compromissos acordados com o Projeto do Tonho. Entre as estratégias previstas está a aquisição de materiais para produzir recompensas destinadas às ações de arrecadação, buscando ampliar a participação de novos apoiadores.
Cada contribuição ajuda a reunir as condições necessárias para que a intervenção avance de forma organizada até a conclusão das entregas previstas.
A Sementes de Gaia demonstrou como uma organização pode contribuir para transformar recursos em cuidados concretos para os animais.
Seu apoio possibilitou que o Projeto do Tonho começasse a superar obstáculos que impediam o avanço da intervenção.
Mas o trabalho ainda não terminou.
Sua empresa também pode fazer parte dessa transformação, apoiando uma etapa específica ou contribuindo para uma intervenção mais ampla, conforme os objetivos do investimento e as necessidades identificadas.
Por meio da FADA, os impulsionadores podem apoiar projetos de bem-estar animal com planejamento, acompanhamento da aplicação dos recursos e transparência.
Faça como a Sementes de Gaia: torne-se um impulsionador e ajude a transformar recursos em cuidados, proteção e oportunidades para os animais.
Última atualização: 02 de outubro de 2026